Enquete: o que é mais fofo aqui?
a) a letra docemente sarcástica
b) a carinha nerd do Randy Newman quando era guri
c) o jeito criança-embirrada-tôdemal de cantar
Short People (Randy Newman)
Short People got no reason
Short People got no reason
Short People got no reason to live
They got little hands
Little eyes
They walk around tellin' great big lies
They got little noses and tiny little teeth
They wear platform shoes on their nasty little feet
Well, I don't want no Short People
Don't want no Short People
Don't want no Short People 'round here
Short People are just the same as you and I
(A Fool Such As I)
All men are brothers until the day they die
(It's A Wonderful World)
Short People got nobody
Short People got nobody
Short People got nobody to love
They got little baby legs
That stand so low
You got to pick 'em up just to say hello
They got little cars that got beep, beep, beep
They got little voices goin' peep, peep, peep
They got grubby little fingers and dirty little minds
They're gonna get you every time
Well, I don't want no Short People
Don't want no Short People
Don't want no Short People 'Round here
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Beep beep beep!
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Frau Bersch
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15:13
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Checklist de coisas pra fazer depois da monografia
- passar na última cadeira da faculdade
- dormir
- faxinar a casa
- fazer a apresentação pra banca
- beber
- fazer as correções no TCC depois da banca
- dormir
- detetizar a casa
- lavar roupa
- arrumar as duas blusas que estão penduradas fora do armário há 3 meses pra dar um jeito na costura
- beber
- assistir luzes da cidade
- assistir o poderoso chefão
- assistir love actually antes do natal
- fazer/comprar/pensar nos presentes de natal
- dormir
- recuperar a minha vida social
- recuperar a minha vida virtual
- dar atenção pra família
- dar atenção pro namorado
- dar atenção pra família do namorado
- beber
- organizar a formatura
- dormir
- cuidar das minhas plantinhas
- organizar as minhas fotos
- passar todas as fotos que estão no desk para o note
- passar todas as músicas que estão no desk para o note
- passar todos os arquivos de qualquer natureza que estão no desk para o note
- fazer comida em casa
- fazer feira pra poder fazer comida em casa
- fazer pão em casa pra comer com a nutella que eu ganhei há dois meses e continua fechada
- fazer qualquer tipo de exercício físico pra perder os muitos chocolates que consumi nos últimos meses
- ler livros não-acadêmicos
- passear na redenção
- passear no gasômetro
- beber
- dormir
- fazer a lista de coisas que eu deixei pra fazer depois do TCC
Pensando bem, de repente é melhor voltar pra monografia.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Adeus, amigos.
Volto quando o semestre acabar. Se a minha sanidade mental chegar intacta até lá.
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Frau Bersch
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08:53
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Marcadores: monografia
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Conversa na fila do xerox.
- Oi! Há quanto tempo!
- É verdade... Monografia também?
- Aham. Formatura fim do ano então?
- Não, só me formo semestre que vem.
- Ué, então por que tá fazendo a mono agora?
- É que o meu objetivo de vida é..., pra... e depois...[e o objetivo de vida da moça não vem ao caso aqui], então eu tenho que correr!
- ...ah, legal...
- ...
- ...
- E o teu objetivo de vida, qual é?
.
[cri]
[cri]
[cri][cri]
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Frau Bersch
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17:14
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Marcadores: filosofia do bar, internas
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
E acabou-se a mamata.
Ser gente grande é um saco.
Recebi meu primeiro contra-cheque de verdade, e junto com ele entendi pela primeira vez o que se chama desconto em folha.
Manhê, quando eu crescer quero ser estudante!
sábado, 29 de agosto de 2009
In memoriam.
Quinta-feira, 20h. Não havia uma única viv'alma jogando sinuca no Dacom.
É, amigos, parece mesmo que a fabico que conhecemos já se foi.
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Frau Bersch
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18:54
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Marcadores: fabico, tempos modernos
sábado, 22 de agosto de 2009
Momento citação da semana
If I told you things I did before
Told you how I used to be
Would you go along with someone like me?
If you knew my story word for word
Had all of my history
Would you go along with someone like me?
(Young folks - Peter, Bjorn & John)
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Frau Bersch
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13:49
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Momento citação da semana
É mais fácil cultuar os mortos que os vivos,
mais fácil viver de sombras que de sóis.
É mais fácil mimeografar o passado
Que imprimir o futuro...
Não quero ser triste como o poeta
que envelhece lendo Maiakóvski na loja de conveniência.
Não quero ser alegre como o cão que sai a passear
com o seu dono alegre sob o sol de domingo.
Nem quero ser estanque
como quem constrói estradas e não anda!
Quero no escuro
como um cego tatear estrelas distraídas!
Quero no escuro
como um cego tatear estrelas distraídas...
Amoras silvestres no passeio público,
Amores secretos debaixo dos guarda-chuvas!
Tempestades que não param: pára-raios! Quem não tem?
Mesmo que não venha o trem não posso parar!
Tempestades que não param: pára-raios! Quem não tem?
Mesmo que não venha o trem não posso parar...
Veja o mundo passar como passa uma escola de samba que atravessa!
Pergunto onde estão teus tamborins?
Pergunto onde estão teus tamborins?
Sentado na porta de minha casa,
a mesma e única casa, a casa onde eu sempre morei...
(Minha Casa, Zeca Baleiro)
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Maré alta.
Sabe quando tudo na tua vida anda dando tão certo, mas tão certo, que parece que alguma coisa vai dar errado a qualquer instante?
Daí eu fico pensando que o mundo às vezes sabe ser injusto. A meu favor. E eu fico me perguntando quais são as regras que definem quem tem que ter sorte na vida e quem tem que ter azar. Qual é a seleção natural que diz que algumas pessoas vão estar morrendo de câncer ou de, vá lá, gripe A, enquanto outras podem se dar o luxo de reclamar por causa de um simples resfriado? Qual é a grande boa-ação que faz alguém merecer uma promoção enquanto outro recebe a carta de demissão?
Quando eu me dou conta do tamanho da sorte que eu tenho nessa vida, me dá uma noção de responsabilidade com a qual eu ainda não sei direito como lidar. Parece que o mundo espera algo de mim que me torne merecedora da minha família, dos meus amigos, da minha estabilidade, do meu (agora) emprego, das minhas oportunidades. E parece que eu não correspondo a essas espectativas. Ou ao menos não consigo ver aonde posso estar correspondendo.
Exemplo extremamente banal, mas que me levantou esse monte de pensamentos: eu passava esses dias por uma parada de ônibus, onde vi que um cego fazia sinal aleatoriamente para uma lotação que passava. Vi que ele era cego, vi que o sinal que ele fazia era aleatório, mas nem me dei conta do que eu pudesse ter a ver com isso até que uma moça que também estava chegando ali se adiantou para perguntar a ele qual era o ônibus de que precisava. Um gesto simples, indolor, eficiente. E eu nem sequer tinha cogitado. Continuei andando e pensando "essa guria é bem melhor do que eu".
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Frau Bersch
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11:20
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Marcadores: filosofia do bar, internas, querido diário
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Tchi bunitchinhu!
Adoro crianças cantando. Dá vontade de levar pra casa pra enfeitar a estante da sala. Se um dia eu tiver filhos, eles vão ter que ser que nem esses, se não eu devolvo no fornecedor.
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Frau Bersch
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09:38
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Marcadores: dueto de gatos, les petits chanteurs a la croix de bois, música, pccb
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Rapidinha
"Vida" é o que acontece enquanto você fica sentado na frente do computador.
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Frau Bersch
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09:37
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Marcadores: férias, rapidinhas
Dizendo tudo sem dizer nada.
É incrível como fantasmas do passado nem sempre são fantasmas e quase nunca ficam no passado.
Não me orgulho nada disso, até porque no fundo é um sinal de fraqueza, mas não consigo deixar de gostar da sensação de "who is the loser now?" que precede encontros sociais na terrinha.
sábado, 18 de julho de 2009
Ah, a procrastinação...
Tinha decidido que hoje tiraria o dia todo pra começar as pesquisas da minha mono. Mas acordei com uma vontade incontrolável de arrumar minha casa, sabe? Estranho que nunca antes o aspirador de pó me pareceu tão simpático.
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Frau Bersch
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09:44
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Marcadores: monografia, procrastinação, rapidinhas
quarta-feira, 15 de julho de 2009
"And suddenly... puf!"
E eis que, depois de 5 tentativas, eles finalmente acertaram a mão.
Harry Potter e o Enigma do Príncipe é o primeiro na seqüência de filmes que se equipara aos livros. E com isso eu não quero dizer que ele se parece com a versão literária. Muito pelo contrário, aliás: parece ter sido a primeira vez em que o roteirista aceitou que nunca vai conseguir botar mais de 500 páginas em 2h30, e ao invés de ser fiel à ordem dos acontecimentos, resolveu ser fiel à essência da história. Pela primeira vez, as sutilezas saem das páginas para as telas e vemos personagens inteiros, complexos e humanos. Além do humor da J. K. Rowling. O elenco, depois de anos de trabalho conjunto, também acabou se afinando, o que trouxe o filme para muito mais próximo do espectador.
Claro que muita coisa ficou de fora, e muita coisa que não existia foi criada. Mas dessa vez, isso passou longe de incomodar. Nunca antes filme e livro estiveram tão diferentes, e por isso mesmo nunca antes eles estiveram tão próximos.
Na minha modesta opinião, os destaques da vez:
- A adaptação do roteiro.
- Toda a sequência em que o Harry consegue a lembrança do Slughorn. Simplesmente genial.
- Rupert Grint e Thomas Felton supreendendo na atuação. Não necessariamente as melhores atuações, mas as maiores surpresas.
E a melhor de todas - SE ALGUÉM ACOMPANH A HISTÓRIA SOMENTE PELOS FILMES, PARE DE LER AGORA PARA EVITAR SPOILERS DAS RELÍQUIAS DA MORTE:
- A inserção do momento em que Dumbledore descobre que Harry é a sétima horcrux. Sutilíssimo, totalmente ao estilo J.K. Rowling, deu vontade de ver este momento no livro também.
Enfim, valeu a pena esperar. Uma pena que os outros não tenham chegado lá mais cedo. E agora é torcer pra que o 7/1 e o 7/2 mantenham o nível.
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Frau Bersch
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20:29
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Marcadores: cinema, Enigma do Príncipe, Harry Potter
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Fim do dia.
Saía do trabalho, na auto-intitulada "rua mais charmosa da cidade", quando passei por mais um dos tantos mendigos que habitam nossas calçadas. Ele não estava, como de costume, debruçado sobre um saco de lixo, procurando sobras de comidas para passar o dia. Estava deitado no chão frio, abraçado ao saco preto, levando a mão avidamente do seu interior à boca em movimentos repetitivos e estranhamente constrangedores para quem passava - não para ele.
De estômago revirado eu passei longe, pensando em como eu deveria ter parado, e em como eu continuava devendo ter parado, e em como ainda dava tempo de parar, e em como não me faria diferença perder alguns minutos do trabalho para, ainda que tarde, parar. E em como teria sido fácil voltar pro lugar de onde eu tinha vindo e comprar algo decente para aquele ser humano comer. E em como mesmo pensando em tudo isso eu continuava pensando e andando em direção ao ônibus que me levaria para longe dali. E em como há até dois dias atrás eu estava a beira do desespero só porque nem todas as minhas vontades estavam sendo satisfeitas na hora em que eu queria. E em como eu sabia que aquele desconforto ia durar só algumas horas, só o tempo de eu me lembrar que eu estou feliz. E tentando descobrir quando foi que eu me tornei tão egoísta. Tão egoísta que o que mais me entristecia talvez não fosse a condição deplorável daquela pessoa, mas sim o meu próprio egoísmo.
E continuei andando. E tudo o que eu fiz a respeito foi pensar.
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Frau Bersch
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16:29
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Marcadores: consciência, egoísmo, internas
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Rapidinha
Como se não bastasse eu estar prestes a ficar titia pelas segunda e terceira vez quase que na mesma tacada, meu priminho pré-aborrecente me classificou, literalmente, como "a prima encalhada da família".
Eu mereço.
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Can anybody find me somebody to love?
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Frau Bersch
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19:00
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Marcadores: internas, rapidinhas
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Adendo.
Tipo a história do bom e velho "menino sean", da qual os jornalistas não parecem se cansar. Todo mundo discutindo sobre o que vai ser melhor ou pior pra ele, mas será que ninguém se toca que só o fato de isso estar em discussão já é ruim que chega? É absurdo que o que era pra ser a família do menino se digladie, na justiça ou fora dela, um tentando virar a criança contra o outro, pensando só no seu próprio orgulho. Essas pessoas deveriam ser o porto do menino, as pessoas em quem ele confia, com quem ele se sente seguro. De ambos os lados. E ele é só um dos zilhões de seans por aí.
domingo, 14 de junho de 2009
Filhos melhores.
Recebi a seguinte frase numa dessas correntes de e-mail que a gente só abre pq veio de alguma tia e é feio apagar sem ler:
"Todo mundo pensando em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Desconheço a autoria, mas assino embaixo. Não que eu seja contra a idéia de pensar em planeta melhor para os nossos filhos. Muito pelo contrário, acho que isso é o mínimo que se pode fazer. Mas de nada adianta pensar em um planeta melhor se não pensarmos em seres humanos melhores antes de tudo.
Tipo aquela história que eu ouvi de uma professora no curso de justiça restaurativa que fiz ano passado. Que estava um pai com seu filho pequeno naquela situação típica de criança em supermercado: o menino dizendo "eu quero eu quero eu quero" e o pai tentando explicar que não pode. Numa dessas, quando o guri começou a fazer escândalo, o pai não se conteve e largou a pérola: "amanhã mesmo eu vou ligar para a professora e perguntar que tipo de educação que ela está te dando na escola!"
Parece brincadeira, mas acho que, no fundo, não é. As famílias colocam cada vez mais a responsabilidade da criação de seus filhos nas escolas. As escolas cada vez tem mais medo de serem processadas por educar (de verdade) os filhos dos outros. E as crianças cada vez mais aprendem a chantagear com a ameaça de ligar pro conselho tutelar se levarem um puxão de orelha. E quem dá pra esses pequenos humanos as noções de valores e responsabilidade que eles vão usar quando se tornarem adultos?
Não adianta nada deixar um planeta melhor pros nossos descendentes, se esses descendentes não quiserem deixá-lo melhor para os rebentos deles, e assim por diante. Não adianta segurar as reservas de água potável por mais 100 anos, se daqui a 150 elas vão desaperecer de qualquer forma, porque os nossos filhos e netos não tiveram ninguém pra ensiná-los a olhar um pouco mais além do próprio umbigo. Não adianta ter filhos, se não queremos criá-los.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Recalcada.
Dia dos namorados é só mais uma data comercial, tipo o Natal. Portanto o Amor, assim como o Papai-Noel, não existe. Certo?
domingo, 7 de junho de 2009
Pode ser bom às vezes
Costumo ter uma birra com adaptações de músicas. Normalmente, eu me acostumo tanto com a primeira versão que conheço, que as adaptações (ou originais, no caso de eu ser apresentada primeiro à releitura) me dão calafrios.
Mas tem exceções. Um compositor que, na minha opinião, faz adaptações fantásticas é o Nico Nicolaiewsky. Meu voto de melhor releitura dele vai para a versão feita para Comida, do Titãs, pra qual eu infelizmente não achei nenhum link. Mas essa versão que ele fez de Ana Julia, do Los Hermanos, já dá uma idéia do que eu quero dizer. O que vale é que as releituras valem a penas quando elas proporcionam aos que estão ouvindo, realmente, uma re-leitura (ahn ahn ahn?). Não, não é tão redundante assim. O que eu quero dizer é que vale a pena ouvir uma segunda versão de uma música qualquer, quando essa segunda versão te faz ler a música em uma língua que ainda não tinha passado pela tua cabeça. Como é o caso dessa Ana Julia. Ela nasceu pra ser top 5. desde a primeira semana, as pessoas eram obrigadas a ouvir a bendita umas 10 vezes ao dia, mesmo que não quisessem. Em pouco tempo ela virou uma daquelas músicas pé no saco, que de tanto ouvir, ninguém presta atenção nenhuma. Aí vem alguém, pega a música na mão, dobra aqui, aperta ali, espicha lá do lado, e voilà: temos uma peça completamente diferente, que depois de anos de melodia decorada, nos faz voltar a prestar atenção no que estamos ouvindo. E percebemos que atrás da música, existe uma letra afinal de contas.
Pensei nisso porque ouvi essa versão que o Zé Ramalho fez para O que é o que é? (Gonzaguinha). Sim, é velha, provavelmente só eu ainda não conhecia, mas enfim. O que é o que é? já é um ícone por natureza, e nunca achei ruim, muito longe disso. Mas de tanto ouvir, ela pra mim já era tão normal que eu mal me lembrava do que dizia. E essa versão mostrou a mesma letra de um jeito completamente diferente. E um jeito genial, diga-se. Como não poderia ser diferente, vindo de quem veio.