- Oi! Há quanto tempo!
- É verdade... Monografia também?
- Aham. Formatura fim do ano então?
- Não, só me formo semestre que vem.
- Ué, então por que tá fazendo a mono agora?
- É que o meu objetivo de vida é..., pra... e depois...[e o objetivo de vida da moça não vem ao caso aqui], então eu tenho que correr!
- ...ah, legal...
- ...
- ...
- E o teu objetivo de vida, qual é?
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[cri]
[cri]
[cri][cri]
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Conversa na fila do xerox.
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Frau Bersch
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17:14
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Marcadores: filosofia do bar, internas
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Momento citação da semana
É mais fácil cultuar os mortos que os vivos,
mais fácil viver de sombras que de sóis.
É mais fácil mimeografar o passado
Que imprimir o futuro...
Não quero ser triste como o poeta
que envelhece lendo Maiakóvski na loja de conveniência.
Não quero ser alegre como o cão que sai a passear
com o seu dono alegre sob o sol de domingo.
Nem quero ser estanque
como quem constrói estradas e não anda!
Quero no escuro
como um cego tatear estrelas distraídas!
Quero no escuro
como um cego tatear estrelas distraídas...
Amoras silvestres no passeio público,
Amores secretos debaixo dos guarda-chuvas!
Tempestades que não param: pára-raios! Quem não tem?
Mesmo que não venha o trem não posso parar!
Tempestades que não param: pára-raios! Quem não tem?
Mesmo que não venha o trem não posso parar...
Veja o mundo passar como passa uma escola de samba que atravessa!
Pergunto onde estão teus tamborins?
Pergunto onde estão teus tamborins?
Sentado na porta de minha casa,
a mesma e única casa, a casa onde eu sempre morei...
(Minha Casa, Zeca Baleiro)
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Maré alta.
Sabe quando tudo na tua vida anda dando tão certo, mas tão certo, que parece que alguma coisa vai dar errado a qualquer instante?
Daí eu fico pensando que o mundo às vezes sabe ser injusto. A meu favor. E eu fico me perguntando quais são as regras que definem quem tem que ter sorte na vida e quem tem que ter azar. Qual é a seleção natural que diz que algumas pessoas vão estar morrendo de câncer ou de, vá lá, gripe A, enquanto outras podem se dar o luxo de reclamar por causa de um simples resfriado? Qual é a grande boa-ação que faz alguém merecer uma promoção enquanto outro recebe a carta de demissão?
Quando eu me dou conta do tamanho da sorte que eu tenho nessa vida, me dá uma noção de responsabilidade com a qual eu ainda não sei direito como lidar. Parece que o mundo espera algo de mim que me torne merecedora da minha família, dos meus amigos, da minha estabilidade, do meu (agora) emprego, das minhas oportunidades. E parece que eu não correspondo a essas espectativas. Ou ao menos não consigo ver aonde posso estar correspondendo.
Exemplo extremamente banal, mas que me levantou esse monte de pensamentos: eu passava esses dias por uma parada de ônibus, onde vi que um cego fazia sinal aleatoriamente para uma lotação que passava. Vi que ele era cego, vi que o sinal que ele fazia era aleatório, mas nem me dei conta do que eu pudesse ter a ver com isso até que uma moça que também estava chegando ali se adiantou para perguntar a ele qual era o ônibus de que precisava. Um gesto simples, indolor, eficiente. E eu nem sequer tinha cogitado. Continuei andando e pensando "essa guria é bem melhor do que eu".
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Frau Bersch
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11:20
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quinta-feira, 23 de julho de 2009
Dizendo tudo sem dizer nada.
É incrível como fantasmas do passado nem sempre são fantasmas e quase nunca ficam no passado.
Não me orgulho nada disso, até porque no fundo é um sinal de fraqueza, mas não consigo deixar de gostar da sensação de "who is the loser now?" que precede encontros sociais na terrinha.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Fim do dia.
Saía do trabalho, na auto-intitulada "rua mais charmosa da cidade", quando passei por mais um dos tantos mendigos que habitam nossas calçadas. Ele não estava, como de costume, debruçado sobre um saco de lixo, procurando sobras de comidas para passar o dia. Estava deitado no chão frio, abraçado ao saco preto, levando a mão avidamente do seu interior à boca em movimentos repetitivos e estranhamente constrangedores para quem passava - não para ele.
De estômago revirado eu passei longe, pensando em como eu deveria ter parado, e em como eu continuava devendo ter parado, e em como ainda dava tempo de parar, e em como não me faria diferença perder alguns minutos do trabalho para, ainda que tarde, parar. E em como teria sido fácil voltar pro lugar de onde eu tinha vindo e comprar algo decente para aquele ser humano comer. E em como mesmo pensando em tudo isso eu continuava pensando e andando em direção ao ônibus que me levaria para longe dali. E em como há até dois dias atrás eu estava a beira do desespero só porque nem todas as minhas vontades estavam sendo satisfeitas na hora em que eu queria. E em como eu sabia que aquele desconforto ia durar só algumas horas, só o tempo de eu me lembrar que eu estou feliz. E tentando descobrir quando foi que eu me tornei tão egoísta. Tão egoísta que o que mais me entristecia talvez não fosse a condição deplorável daquela pessoa, mas sim o meu próprio egoísmo.
E continuei andando. E tudo o que eu fiz a respeito foi pensar.
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Frau Bersch
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16:29
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
Rapidinha
Como se não bastasse eu estar prestes a ficar titia pelas segunda e terceira vez quase que na mesma tacada, meu priminho pré-aborrecente me classificou, literalmente, como "a prima encalhada da família".
Eu mereço.
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Can anybody find me somebody to love?
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Frau Bersch
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19:00
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Marcadores: internas, rapidinhas
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Recalcada.
Dia dos namorados é só mais uma data comercial, tipo o Natal. Portanto o Amor, assim como o Papai-Noel, não existe. Certo?
sexta-feira, 5 de junho de 2009
...where i've never been before...
Idéia de post deliberadamente roubada do Tales (créditos para ele, por favor).
[carência mode ON]
Eu quero me sentir assim:
I just want to see you
When you're all alone
I just want to catch you if I can
I just want to be there
When the morning light explodes
On your face it radiates
I can't escape
I love you 'till the end
I just want to tell you nothing
You don't want to hear
All I want is for you to say
Oh why don't you just take me
Where I've never been before
I know you want to hear me
Catch my breath
I love you 'till the end
I love you 'till the end...
I just want to be there
When we're caught in the rain
I just want to see you laugh, not cry
I just want to feel you
When the night puts on it's cloak
I'm lost for words, don't tell me
'Cause all I can say
I love you 'till the end...
All I can say
I love you 'till the end...
(I love till the end - The Pogues)
Sim, é deplorável, eu sei. Mas sou obrigada a me render: eu sou um ser humano.
Essa época do ano é um saco. Odeio o fato de querer um cobertor de orelha.
[carência mode OFF]
terça-feira, 2 de junho de 2009
Tem que levantar, sim!
Esses dias alguém me disse que os homens se preocupam demais com essa história de broxar, que a mulher não dá tanta importância assim. Sinto muito, mas quem disse isso está redondamente enganado. A tradicional resposta "tudo bem, isso acontece" é só um sinal da capacidade incrível que as mulheres têm de serem caridosas e apiedadas. Porque a broxada é, sim, e sempre será, um tabu.
Se os homens levantam pra qualquer figurinha de revista, o que faz eles não funcionarem na hora em que seria útil ter um pau de pé? Quando a broxada vem acompanhada da tradiocional frase "isso nunca me aconteceu antes", então, é o inferno. Apesar de todo mundo saber que essa frase nunca é verdadeira. Porque, mentiras a parte, como assim isso nunca te aconteceu antes? Por acaso tu tá insinuando que o problema é comigo? Claro que existem outras possibilidades. Ele pode ser viado, mas beeeem viado, mas tão viado que só a guria ainda não tinha percebido e ainda achava que podia dar um jeito na macheza dele. Ou pode ser um virgem tardio, constrangido com a situação. Pode ter bebido demais, dizem que o álcool faz estragos tremendos. Ou pode ter algum problema sério de saúde, sempre é possível. Mas até que se prove o contrário a capacidade da mulher continua em jogo.
Tem aquela história do Tirésias, que ficou cego porque foi dizer pra Hera que a mulher tinha 9 vezes mais prazer do que o homem durante o sexo. A Hera, obviamente se emputeceu, afinal, se ele dizia que a mulher tinha mais 9 vezes mais prazer, significava que o homem era 9 vezes mais habilidoso. E como ela não era de levar desaforo pra casa, cegou o pobre do homem.
Tenho que admitir que compreendo a indignação da Hera. Um pau inanimado não mexe só com o orgulho do seu dono. Um pau inanimado mexe ainda mais com o orgulho de quem não conseguiu deixar ele de pé.
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Ou, ao menos, é o que dizem.
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Frau Bersch
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17:47
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